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Fernando e Felipe – o triste fim da família Moura.

Quando, hoje, um amigo me mandou um vídeo do Nando Moura intitulado “Por que fui DESCONVIDADO pelos CONSERVADORES???”, retruquei na hora: “porque ele é maluco”. Claro, foi uma brincadeira, mas não deixa de ser algo a se pensar: por que o Nando foi desconvidado? Quem acompanha o Nando há um tempo, como eu, sabe que, como ele mesmo diz no referido vídeo ele é “bicho do mato”, não é de aparecer. Raramente faz uma participação, por live, em algum outro canal que não seja dele próprio. Eventos presenciais então, muito raro.

Então, quando finalmente ele aceita participar de algum evento público, e num mega evento como o CPAC, o que faz com que ele seja desconvidado?

Nando Moura não está normal. E, por favor, não estou falando isso com intenção de ofensa, é uma constatação. Talvez seria melhor dizer: ele não está como antes. Ele mudou. Algo o fez “perder a linha”, como se diz. Não digo isso pelo comportamento dele nos trechos dos vídeos que têm sido publicados. Até porque, doidão assim ele sempre foi. Ninguém pode sinceramente alegar surpresa com o vídeo dele berrando pro celular “enfiem no haabbooo de voceêÊêêÊss”. Eu só imagino a mulher dele ouvindo isso, mas, até aí é Nando Moura modo pistola – tudo normal. Ou vocês achavam super moderado um cara barbudo e cabeludo sair na rua balançando os braços, parando perto de pessoas e dizendo “shhh malakoi do hebraico”?

A questão é: Fernandinho está afundando no mesmo erro vaidoso do Felipe M. Brasil: insistir na sua interpretação dos fatos. Ele fechou questão sobre a situação do Flávio, da CPI da Lava-Toga e do Aras, não quer arredar o pé, não quer dar o braço a torcer. A boa e velha vaidade (nas palavras do capiroto do filme O Advogado do Diabo: “meu pecado favorito”) que leva ao orgulho, que precede a queda.

E o centro de toda a birra da família Moura é uma só: eles querem ser os bastiões da direita não-bolsonariana. De tanto repetir o mantra “eu não tenho político de estimação” para criticar a esquerda, parece que eles (e todos os que militam contra a suposta militância pró-governo) ficaram traumatizados com a própria ofensa e querem se blindar contra um possível contra-ataque: “ain, vocês falavam isso da gente mas defendem o bolsonaro”.

Mas é o seguinte, deixa eu contar um segredinho aqui pra vocês: eu sei que é difícil de acreditar, mas vocês não moram na Inglaterra, na Academia Real das Ciências da Suécia; você mora no Brasil. Sabe o Brasil? Aquele país que tava dominado até ontem pela mais corrupta quadrilha que já conduziu um país na história da humanidade. Aquele que não tem um puto de um órgão público que não esteja, ou com um monte de servidor petista ou contaminado pelo pensamento esquerdista até o talo. Aquele que, quando tirou o último lugar mundial no ranking de alfabetização, o ministro da educação na época disse: “poderia ter sido pior”.

Esse Brasil, por uma milagre da Santa Providência, elegeu, contra tudo e contra todos, um presidente conservador até o talo. Perfeito? Claro que não. Perfeito é o Lula. Bolsonaro é honesto, em todas as nuances que essa palavra pode ter. E foi essa honestidade que o fez vencer.

Estamos, portanto, ainda aprendendo a engatinhar no que tange ao conservadorismo. Na melhor das hipóteses, agora sabemos identificar os males que a mentalidade esquerdista nos causou e temos algumas armas para nos auto educar e lutar contra isso. Por isso afirmo sem medo de errar: não existe direita hoje no Brasil desvinculada da figura do senhor Jair M. Bolsonaro. Pode dar chilique à vontade, pode gritar “HAABOO” nos stories, pode fazer materiazinha de fofoca e chamar de jornalismo investigativo, pode fazer o que quiser: Bolsonaro é o único elemento de integração com o verdadeiro clamor popular, que pode ser chamar conservadora no Brasil atual. E não sou eu quem está inventando isso. O professor Olavo de Carvalho está repetindo isso desde o início do ano.

E você vai me desculpar, mas entre Nando, Felipe e Olavo, eu fico com o professor. Não é por nada não, é só porque o véio está acertando tudo há 2 ou 3 décadas.

Pois bem, com o objetivo de descolar a própria imagem da imagem da família Bolsonaro, ambos os Mouras usam exaustivamente termos como “direita flaviana”. Sério mesmo, Fernandinho? Sério mesmo que você acha que, se alguém discorda de você sobre, por exemplo, a CPI da Lava-Toga, a única explicação possível é um desejo mafioso de defender o Flávio Bolsonaro? Olha, eu já vi a galera da direita morder umas iscas narrativas que a esquerda cria, mas parece que alguém mordeu tão forte essa isca (que começou com o “cadê o Queiroz?”) que o anzol deve ter dado atingido o cérebro.

Repito, Nando Moura está seguindo o caminho de Felipe Moura. Tudo movido por orgulho e vaidade. Por um nojinho besta de “ain, não passo pano pra político”. Acorda, gado! Enquanto vocês ficam de puritanismo babaca, querendo manter uma imagem de limpinhos sei lá pra quem, a esquerda não para de bombardear, de sabotar, de agir na frente e por trás das câmeras.

O problema todo é o deslocamento da realidade. Nando Moura acredita piamente que, do alto de sua cadeira gamer, no quarto onde grava seus vídeos, ele sabe lidar melhor com os problemas que surgem no dia a dia do Palácio do Planalto, com os ratos do Congresso Nacional, com a imprensa criminosa que perturba a cabeça do presidente dia e noite, etc. E que, com certeza ele conseguiria lidar melhor com tudo isso enquanto a economia do país cresce e fica mais robusta, acordos internacionais históricos são firmados, a criminalidade diminui como nunca antes na história (e chama a atenção de todo mundo pela velocidade da queda) e se resiste a todo assédio mundial da elite globalista.

Ou seja, Nando tá sendo o cara que pergunta “como esses caras ousam fazer alguma coisa que vai contra o que eu acho que é o melhor?” Parece que o Youtuber (assim como o “menino de recados do Rui Falcão”) ainda não entendeu algo essencial do brasileiro: a gente não suporta traíra! O título desse artigo fala em “triste fim” por isso: os dois, que tinham tudo pra ser relevantes ainda por muito tempo, agora vão cair no esquecimento. É inevitável. O Brasil não é para amadores, já dizia o maestro Tom Jobim. Mas também não é para traíras.

Escrito por Igão

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